Reforma Religiosa

A reforma religiosa foi um movimento que rompeu a unidade religiosa na Europa ocidental, dividindo os cristãos europeus em católicos e protestantes.

Este ultimo era chamada de protestante por ser um “protesto” contra os abusos da igreja católica e muitos foram os abusos e motivos que levaram a este fim, entre esses estão:

-O afastamento da igreja de suas originais doutrinas e de seus princípios, como a pobreza, a caridade e a simplicidade.

-Foco maior na política e economia do que com o evangelho

-Venda de cargos eclesiásticos

-Venda de “relíquias”

-E principalmente, a cobrança de indulgências (que de acordo a igreja católica, consistia no perdão das penas temporais devidas pelos pecados)

Outro fator importante para o início e a expansão da reforma foi de ordem política. O processo de afirmação das monarquias nacionais alimentou o sentimento de nacionalidade dos habitantes de uma mesma região, que falavam a mesma língua e se identificavam com seu governante. A autoridade do rei em cada país que se constituía, passou a entrar em conflito com o poder tradicional da igreja. Esse conflito se manifestava na arrecadação de taxas e impostos, na administração da justiça, na nomeação das autoridades religiosas, particularmente dos bispos. Tuo isso motivou o declínio da autoridade papal, pois o rei e a nação passaram a ter mais importância que o universalismo da comunidade cristã.

O início da reforma

A reforma teve inicio na Alemanha. No século XVI a Alemanha não era um estado politicamente centralizado. A ausência de um poder central efetivo, apesar da existência de um imperador, fazia com que os nobres fossem muito poderosos e autônomos. Cada príncipe ou senhor local conservou os seus poderes de origem feudal, como o de cunhar moedas, fazer justiça e recolher taxas e obrigações servis.

A igreja católica alemã era muito rica, era uma verdadeira senhora feudal, apropriava-se de grande parte das riquezas dos camponeses. A burguesia também era oprimida pela igreja à medida que esta pregava uma doutrina que colocava as atividades dessa nova classe social sob suspeita constante de pecado. Os senhores feudais tinham dificuldades em manter o seu estilo de vida requintado. A disputa pela terra e renda dos camponeses se intensificava e os camponeses eram cada vez mais oprimidos pela igreja, nobreza e até mesmo pelos burgueses que emprestavam dinheiro a juros.

As imensas e rendosas terras da igreja naturalmente despertavam a cobiça dos nobres e o sonho de uma vida melhor para os camponeses. Assim, às vésperas da reforma, a luta de classes assumia um caráter de disputa religiosa.

Lutero e a Reforma

Martinho Lutero era um monge  agostiniano, de origem pequeno-burguesa, da região da saxônia. Era um homem angustiado e com tendências místicas. O principal motivo para seu rompimento com a igreja foi a venda de indulgências. Lutero protestou violentamente contra tal comércio, dando origem a uma acirrada disputa teológica em torno da questão. Essa disputa chegou a um impasse, pois Lutero mostrou suas divergências com a igreja em vários outros pontos, sendo ameaçado de excomunhão.

Em 1517 ocorre o momento crucial dessa divergência, Quando o monge revolto afixou na porta da catedral de Wittenberg, onde era mestre e pregador, 95 proposições, nas quais condenava não s[o a prática vergonhosa da venda de indulgências, mas importantes pontos da própria doutrina da Igreja. O papa leão X exigiu retratação, sempre recusada. Lutero foi, então, excomungado.

Lutero recolheu-se no castelo de Frederico, príncipe da saxônia e seu protetor, onde o mesmo desenvolveu sua doutrina religiosa opondo-se  conta a ideologia católica.

Para Lutero a fé era o fundamento da salvação, ninguém precisava de indulgências ou de boas ações para ter o perdão dos pecados e se salvar, mas sim aqueles que com remorso e fé, acreditarem na misericórdia divina, na divindade de Cristo, em sua ressurreição e em seu retorno.

dessa forma a igreja católica não teria capacidade de salvar ninguém. O papa seria um impostor e os sacerdotes, inúteis. A verdade não estaria com o papa, mas na palavra de Deus e nas escrituras sagradas, as quais todos poderiam examinar e interpretar conforme sua consciência. Assim, Lutero estendia a todos os homens o acesso à bíblia traduzindo a mesma do latim para o alemão.

Vários nobres alemães viram nas propostas de Lutero uma oportunidade para se apoderar dos ricos domínios da igreja católica na Alemanha. A partir daí, sucederam-se constantes rebeliões e guerras internas que só se encerraram em 1555, com a assinatura de Paz de Augsburgo, que estabelecia que cada príncipe, que estabelecia que cada príncipe deveria impor sua religião no território sob seu controle direto. O desfecho da guerra contribuiu para que a Alemanha permanecesse dividida em vários estados.

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